segunda-feira, 7 de novembro de 2011

O Mesmo Sentimento de Cristo: uma obediência exemplar (Fp 2.12-18)

A vida cristã não se caracteriza simplesmente por sustentar ideias corretas e ter uma visão mais ampla da realidade; mas, também, em proceder corretamente de acordo com a amplitude da realidade revelada. A ação cristã deve ser acompanhada de motivação e espírito condizentes com a fé cristã.

Quando Paulo escreveu esta carta já não residia com os filipenses, estava preso em Roma (Fp 1.13), por isso eles deviam envidar todos os esforços para continuar desenvolvendo essa salvação, no processo de santificação, usando os meios de graça concedidos pelo próprio Deus, para o nosso progresso espiritual.

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sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Os Perseguidos: Assumindo o preço da contracultura cristã (Mt 5.10-12)

    Jesus Cristo no primeiro sermão ou série de sermões proferidos às multidões, fala de perseguição e sofrimento; ele não apresenta um caminho colorido, repleto de falsas esperanças, antes, nos adverte que se quisermos seguir os Seus ensinamentos devemos estar preparados para ser caluniados, difamados e perseguidos. De pacificador passamos a perseguidos. A paz proposta pelo Senhor envolve a fome e sede de justiça. Esta paz não costuma ser bem-vinda. Daí a perseguição.

Aliás, isto não seria nenhuma novidade para aqueles que tivessem como projeto de vida a fidelidade a Deus: “.... Pois assim perseguiram (diw/kw) aos profetas que viveram antes de vós” (Mt 5.10). Mais tarde Estevão faria publicamente esta acusação aos judeus indicando a situação de freqüente perseguição imposta aos profetas de Deus: Qual dos profetas vossos pais não perseguiram (diw/kw)? Eles mataram os que anteriormente anunciavam a vinda do Justo, do qual vós agora vos tornastes traidores e assassinos(At 7.52).

    Juntamente com os princípios orientadores e identificadores dos cristãos, há promessas e, também, a descrição, ainda que sumária, das consequências da adoção desta ética do Reino.Os cristãos são diferentes e, por isso mesmo devem saber que lhe esperam perseguições. O cristianismo não nos propõe a ser uma versão melhorada do velho homem, antes a uma transformação total; um nascer de novo. Daí o conflito de essência, consequentemente de valores, perspectivas e comportamento.Podemos fazer e eco a Rookmaaker (1922-1977): “É difícil para qualquer cristão viver em um mundo pós-cristão”. Para continuar a leitura clique aqui

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Os Pacificadores filhos de Deus

Na quinta-feira de 18 de abril de 1521, Lutero (1483-1546) na Dieta de Worms, diante do Imperador, dos príncipes e de clérigos é interrogado sobre a sua fé que tanto reboliço estaria causando à igreja romana, especialmente na Alemanha. Era um momento crítico; a pressão era para que Lutero se retratasse quanto à sua fé. Ele argumenta em tons respeitosos e com firmeza. A certa altura, na conclusão de sua breve exposição, declara: “....estou vencido pelas Escrituras por mim aduzidas e minha consciência está presa nas palavras de Deus – não posso nem quero retratar-me de nada, porque agir contra a consciência não é prudente nem íntegro”. Lutero, confiante na autoridade suficiente das Escrituras declara que a sua mente é totalmente cativa da Palavra de Deus e, por isso, não pode nem sequer cogitar de pensar de forma contrária.
Aqui a Reforma estava de fato deflagrada. Não havia mais volta. A aparente paz religiosa na Europa terminara definitivamente. Estaria Lutero correto? Não seria melhor manter a paz, retratando-se do que afirmara? Para continuar a leitura clique aqui.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

A Soberania de Deus e a integridade de nossa fé (Dn 3.1-30)

Determinadas doutrinas tornam-se bastante conhecidas em nosso meio. Elas passam a identificar determinado grupo ou denominação. O problema se configura, quando esta doutrina distintiva passa a ser crida não simplesmente como uma premissa teológica, mas, como uma realidade extraída das Escrituras, criada e vivenciada pelo povo de Deus. Os conflitos de valores não tardarão a surgir. Nesta lição queremos tratar à luz do texto bíblico sobre a soberania de Deus e a nossa responsabilidade como autênticos filhos de Deus que devem confiar e descansar em Deus e em Suas promessas.  Para continuar a leitura clique aqui.

Salmo 5 - A Riqueza da Misericórdia de Deus

A Palavra de Deus demonstra que todos nós, sem exceção, nos encontramos em um estado deplorável de pecado, distantes de Deus.Somos carentes da Sua misericórdia, daí a necessidade de buscarmos a Deus diante do trono da sua misericórdia para que possamos ter a bênção da bem-aventurança que começa por nossa reconciliação com Ele. Somente assim encontraremos o antídoto para as nossas misérias espirituais.
Misericórdia merecida, portanto, é uma contradição de termos.Misericórdia sempre pressupõe a indignidade daquele que a recebe. Enquanto que a graça ressalta a grandeza de Deus em relação aos homens; a misericórdia retrata como o Deus majestoso vem ao nosso encontro, em nossa miséria espiritual, nos perdoando os pecados restaurando-nos à comunhão com Ele por meio de Seu Filho, Jesus Cristo. Para continuar lendo, acesse

domingo, 2 de outubro de 2011

Os limpos de coração (Mt 5.8)

Esta bem-aventurança nos confronta com uma aparente antinomia. Jesus nos diz: Bem-aventurados os limpos (kaqaro/j)(= puros) de coração, porque verão (o(ra/w) (perceberão, tomarão consciência) a Deus” (Mt 5.8). Ao mesmo tempo, em Provérbios, lemos a indagação inspirada: “Quem pode dizer: Purifiquei o meu coração, limpo (LXX: kaqaro/j) estou do meu pecado?” (Pv 20.9). Os limpos verão a Deus, contudo, ninguém pode se declarar limpo de seu pecado. Assim sendo, esta bem-aventurança é utópica. Utópica? Sim e não. Associando-se com as bem-aventuranças anteriores esta também nos humilha evidenciando a nossa pequenez espiritual. Não podemos nos declarar limpos de nossos pecados, contudo, podemos ter os nossos pecados declarados perdoados por causa da misericórdia de Deus; daí a necessidade de nossa humildade diante de Deus, de chorar pelos nossos pecados e clamar por sua misericórdia. Analisemos a questão partindo dos atos salvadores e santificadores da Trindade. Para continuar a leitura clique aqui

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Bem-aventurado os misericordiosos (Mt 5.7)

A misericórdia de Deus é um dos atributos mais evidentes em Sua relação conosco, homens pecadores. Calvino está certo ao afirmar: “Os homens se acham num deplorável estado a menos que Deus os trate misericordiosamente, não de-bitando seus pecados em sua conta”.

Deus propõe aos Seus filhos, ainda que em sua finitude, uma semelhança com Ele; daí o desafio de conhecer a Deus para a partir daí termos uma dimensão mais clara do que Ele deseja que sejamos. A vida cristã não é um manual de atitudes de-sejáveis, antes consiste em aprender a viver conforme a nossa nova natureza, gera-da pelo Espírito (Tt 3.5); somos novas criaturas (2Co 5.17): “O Evangelho cristão põe toda a sua ênfase sobre a questão do ser, e não sobre a questão do fa-zer”. Para continuar a leitura clique aqui.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

A Bem-Aventurada fome e sede de justiça (Mt 5.6)

Pode parecer estranho o que vou dizer, contudo, estou convencido de que um desejo comum a todo ser humano é o de que haja justiça. Por mais pecadores que sejamos, desejamos, ainda que muitas vezes de modo equivocado e, na maioria das vezes de modo tênue e confuso, a justiça.

Esta afirmação geral merece algumas considerações. Apresento algumas: Sei que a intensidade deste desejo sofre enormes variações e, em muitas circunstâncias ele é substituído por um desejo egoísta ou apenas levado adiante por motivos bastante pragmáticos: a convicção de que o que é justo beneficia os nossos interesses.



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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

A Mansidão como expressão da Revolução Cristã (Mt 5.5)

Uma das questões difíceis na comunicação é o resgate de um termo esquecido ou condenado de forma equivocada a um status de pouca importância, especialmente se essa importância não for apenas no campo teórico, mas, se relacionar direta e imediatamente com a minha fé, decisões, comportamento e aspirações.


No Sermão do Monte Jesus Cristo gera este impacto com frequência. Nesta bem-aventurança (Mt 5.5), como em todas as outras, não é diferente visto que há uma conexão entre elas de forma que a anterior prepara para a próxima e esta pressupõe a anterior. Os Seus ensinamentos caminham na contramão do que geralmente o homem pensa, daí o conflito natural entre os princípios da Palavra e a nossa forma ordinária de pensar. Antes de analisar a declaração de Cristo, estudemos aspectos do contexto vivido por Ele e seus ouvintes.

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quarta-feira, 24 de agosto de 2011

O Choro Bem-Aventurado: Uma emoção Contracultural (Mt 5.4)

Jesus Cristo nesta segunda bem-aventurança surpreende ainda mais aos seus ouvintes. Ele diz que são bem-aventurados os que choram. Temos aqui uma bem-aventurança paradoxal. Contudo, antes que eles pudessem ser induzidos a uma perspectiva equivocada a respeito do choro, o Jesus diz que os que choram serão consolados. Deste modo podemos observar que o Senhor não atribuiu nenhum valor especial e intrínseco ao choro como tal, mas, certamente, nos diz que determinado tipo de choro é bem-aventurado por causa do que ele reflete. Neste choro, seremos consolados. Vamos ao estudo.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

A Alegria dos Santos (Sl. 4)

O nosso país é conhecido, entre outras coisas, por sua beleza natural e alegria. Apenas como algo ilustrativo, menciono que são muito curiosas as descrições encantadas dos viajantes estrangeiros do século XIX quando se deparam, em especial, com a baia de Guanabara.

Um dos fenômenos que contribuem para exaltar o conceito da alegria de nossa gente, é a festa de carnaval intensamente vista e apreciada em boa parte do mundo. Nestes dias de festividade nacional, a, digamos, descontração das pessoas se torna mais evidente por meio de noticiários que mascarando os fatos, apresentam apenas o aspecto festivo que, diga-se de passagem, de gosto duvidoso, mas, esconde o aumento do consumo de bebidas, drogas, criminalidade, estupros, acidentes de carro, violência, atropelamentos, etc.

A alegria é com muita frequência confundida com manifestações externas de descontraída emoção, sem percebermos que estas manifestações tão efusivas também podem passar com muita rapidez à depressão e angústia, deixando um rastro de grande dor e amargura.

Para muitas pessoas, a quarta-feira torna-se simbolicamente a quarta-feira de cinzas, quando podem constatar os grandes equívocos que cometeram em nome de uma suposta alegria, em geral tão passageira e de tão graves consequências. Neste caso as consequências deixam profundas e intensas marcas de remorso, não de arrependimento. Contudo, nada tão grave que não seja apagado em um ano, quando estarei novamente bem disposto a atos semelhantes ao som e no ritmo de
minha sensualidade.

O Salmo 4 também nos fala de alegria, mesmo em meio a uma série de incertezas do salmista. Analisemos o texto.

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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Todos os Homens e um Desejo: A Contracultura Cristã (Mt 5.3)

Um desejo comum a todos os seres humanos, ainda que disfarçado sob outros nomes, é o de auto-suficiência; de bastar-se a si mesmo. Este desejo está vinculado à busca pela felicidade, daí a associação natural entre auto-suficiência e felicidade. Queremos ser felizes; podemos ter dúvidas quanto ao caminho a seguir, no entanto, estamos convictos do que queremos.

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sexta-feira, 1 de julho de 2011

Salmo 3 - A Lógica dos Fatos pela ótica da fé

Hoje quero refletir sobre o Salmo 3: O conflito entre a evidência dos fatos e a fé depositada em Deus. Realidade e fé se contradizem? Leia o texto e descubra.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

O Reinado do Messias (Sl 2)

Hoje vou postar o segundo estudo do livro de Salmos. Como vimos, no estudo anterior, o Salmo 1 é didático, já este, profético. O primeiro nos instrui como devemos andar, proceder em nossa vida, este, como primeiro salmo profético, tem por objetivo nos instruir a respeito da futura vitória do Messias e do Seu Reino, demonstrando que ainda que os inimigos presentes sejam numerosos, poderosos e baru-lhentos, diante de Deus nada são; por isso mesmo, numa linguagem antropopática, o salmista diz que Deus ri-se deles (Sl 2.4). Vamos ao estudo!

segunda-feira, 27 de junho de 2011

O Homem Bem-Aventurado (Sl 1)

Uma pergunta que se fosse feita a pessoas diferentes saberíamos previamente a resposta, é: “Você deseja ser feliz?”. A resposta certamente seria sim. A questão teria um leque maior de respostas, se perguntássemos: “Para você o que é a felicidade?” ou “O que significa ser feliz?”. Possivelmente um elemento característico nas respostas seria o de ter algo como a satisfação de alguns sonhos e desejos. O fato é que todos desejam ser felizes!

Leia estudo do Salmo 1 na íntegra

Apresentação

Sempre relutei em criar um blog ou coisa que o valha. O motivo é simples: não creio que tenho tantas coisas a dizer e, especialmente, relevantes. Sinceramente admiro meus irmãos e colegas que têm uma perspectiva tão rápida dos acontecimentos e que conseguem transmiti-la com tanta facilidade. Deus não me concedeu este privilégio; Ele o sabe. 

Agora, convencido pela minha filha caçula, tão afeita a estas modernas tecnologias, ainda que já não tão modernas (etapa vencida, agora quer me convencer a criar meu twitter), resolvi um tanto timidamente compartilhar alguns de meus textos, fruto de pregações, aulas e palestras. Na presunção de ser lido, digo: Se de alguma forma algo for-lhe útil, use-o a vontade.

Abraço a possíveis leitores,

Hermisten